13 março 2009

fale difícil e dispense a gíria...

Especial para Paula Freitas que adora falar difícil:

1 - Prosopopéia flácida para acalentar bovinos. (Conversa mole pra boi dormir);


2 - Colóquio sonolento para bovino repousar. (História pra boi dormir);

3 - Romper a face. (Quebrar a cara);

4- Creditar o primata. (Pagar o mico);

5 - Inflar o volume da bolsa escrotal. (Encher o saco);

6 - Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suport sustentáculo de uma das unidades de proteção solar do acampamento. (Chutar o pau da barraca);

7 - Deglutir o batráquio. (Engolir o sapo);

8 - Derrubar com intenções mortais. (Cair matando);

9 -Aplicar a contravenção do João, deficiente físico de um dos membros superiores. (Dar uma de João sem braço);

10 -Sequer considerando a utilização de um longo pedaço de madeira. (Nem a pau);

11 - Sequer considerando a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais. (Nem que a vaca tussa);

12 - Sequer considerando a utilização de uma relação sexual. (Nem fudendo);

13 - Derramar água pelo chão, através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente com a extremidade do membro inferior. (Chutar o balde);

14 - Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica. (Tirar o cavalinho da chuva);

Essa última foi tirada do mais culto livro de palavras clássicas da língua
portuguesa:

15 - A bucéfalo de oferendas não perquiris formação ortodôntica! (A cavalo dado não se olham os dentes!);

ADVERTÊNCIA PARA FINS DE SEMANA OU FERIADOS:
O orifício circular corrugado, localizado na parte ínfero-lombar da região glútea de um indivíduo em alto grau etílico, deixa de estar em consonância
com os ditames referentes ao direito individual de propriedade.

(Cú de bêbado não tem dono)





Sérgio Vendruscolo

Blog do Barbeiro

12 março 2009

aborto;

     Fuçando nas profundezas do meu armário de coisas velhas, achei uma pasta com um questionário feito no 1º ano do Ensino Médio. Minha pessoa fez algumas perguntas para os colegas do colégio sobre o aborto.

     A pergunta era simples: Você é a favor do aborto¿

     Bom, pelo que me lembro, algumas semanas atrás, na escola, houve uma palestra sobre o assunto com um médico. Certamente que todos responderam negativo.

 

“Não. Porque quando o espermatozóide fecunda o óvulo,aí já nasce uma vida...”

“Aborto é assassinato...”

“é o mesmo de vc estar matando um ser humano indefeso...

 

     O mais interessante está num questionário, que eu me lembro como se fosse hoje. Cheguei para umas meninas da 8ª série e fiz a pergunta. Uma evangélica respondeu da seguinte forma: “Não sou a favor do aborto porque quem dá a vida é Deus e nós não somos ninguém para tirá-la.”.

     Em seguida uma do lado rebateu: “Por isso mesmo, Deus cria, aí a gente aborta pra ele criar no céu, já que foi ele quem fez!”.

 

     Não sei como cada um vai interpretar essa frase, tenho certeza de que uns vão rir, outros vão pensar “meu Deus, que pecado”... enfim, engraçado como as pessoas são, geralmente, quando colocam Deus no assunto é difícil ter outro contrariando, pois esse mesmo estaria com o demônio. Aliás, tudo que não tem Deus, tem demônio né!

     A mesma coisa para quem fala que torce para nenhum time de futebol, certamente é Santista. Hehehe.

09 março 2009

funk de bamba...


     Estávamos Glauber e eu esses dias discutindo diferentes estilos como os Emos (quem ouve Emocore, mas não se veste como eles, são Emos?), sobre estilos Alternativos que na verdade são, nada mais nada menos, que ‘nada’! É confuso isso!

     E fiquei revoltado com o Funk Carioca mais uma vez porque quando digito “funk” no myspace aprece um monte de Mc´s. Quem vai procurar funk carioca no myspace?

     Esse funk carioca, na verdade, é uma versão brasileira de um estilo americano que se chama Miami Beats.
     Deve ter algo no youtube, você verá a mesma coisa, a mesma batida, o mesmo sintetizador de bateria (Roland TR-808), as mesmas "danças", mulheres rebolando, os mesmos tipos de letras... só que é americano. O nosso funk carioca é uma cópia desse estilo, Miami Beats.
     Funk americano, hoje, tem vários nomes. Originalmente se chamava Acid Jazz e depois passou a se chamar Funk. Hoje, tem uma vertente que o chama de Charm, pra diferenciá-lo dos outros funks ‘falsos’.
     Mas é assim, americano, estadunidense, embora, hoje em dia, os maiores repercursores desse estilo sejam ingleses: Jamiroquai, The Brand New Heavies, etc...


07 março 2009

quadjunvantes...

     Ouvindo “Good Morning, Hypocrite” de Electric President, comecei a pensar sobre os quadjunvantes existentes na nossa vida, não estou falando daqueles que fizeram algo importante e simplesmente sumiram (personagens secundários), estou falando daqueles que você vê durante muito tempo e não sabe nada da vida deles.

     Sempre que saio de casa no fim da tarde, na esquina, há um senhor de cabelos grisalhos, em pé, escorado no seu carro (Gol branco), com uma lata de cerveja (Antártica) na mão, vendo seu cão (um labrador) correr pelos terrenos baldios do bairro (São Joaquim). Obviamente, olhando o carro, observa-se que ele não é do Jardim São Joaquim, senão estaria a pé.

     Mais adiante, no Jardim São Luiz, há um rio quase morto, e nele sempre tem outro senhor de cabelos grisalhos olhando a pouca água do rio e observando as pessoas caminhando no redor. Ele só não está aos domingos, talvez vá à igreja.

     Seguindo enfrente, em um salão de cabeleireiro unisex, num pequeno degrau que leva ao salão, sempre está uma morena, brava, mal-humorada, de cabelos curtos e sempre molhados. Engraçado como são as coisas, já tentei contatos, mas parece até um tipo de contrato, ela como quadjunvante, não pode falar comigo.

     Sem falar na faculdade. Tem sempre uma moça no fim da aula sentada na escada. O pessoal fala que é travesti, mas eu não sei de nada, apenas que ela sempre está sentada no mesmo canto direito da escada. Ao lado da faculdade tem o Marcelos’s Bar, nele sempre tem um pessoal jogando truco, ninguém os conhece, tudo que sei é que fazem engenharia de alguma coisa, sempre estão lá, às vezes roubam a cena com um grito irritante “truuuuco!!!”.

     Bom, é isso aí! São vários os quadjunvantes da minha vida,e os da sua?

    Eu cheguei a conclusão de que todos nós somos quadjunvantes de outras vidas. Eu, Glauber, Fellipe, Matheus e Tiago somos, talvez, meros quadjunvantes na vida do ‘Ratinho’ que trabalha no Sempre Vale Supermercados. Nós vamos todos os dias até lá, compramos batata Big B e Heineken.


03 março 2009

radiohead

  Dia 5 de março terá Backstreet Boys em São Paulo!
Sim, confesso que não sabia da existencia do mesmo.
O grupo pediu para conhecer o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, que emoção!
Bom, o motivo dessa postagem é que minha amiga Mariana irá no tal show em São Paulo, é o sonho dela, seria melhor se ela conseguisse chegar perto de algum deles, mas já falei pra ela trazer o autógrafo da faxineira, do segurança, do cara do bar... rsrsrs

Boa sorte lá Mah!




RADIOHEAD

Bom, agora falando de Radiohead!!!
Dia 21 de março sairemos eu, Chico, Lais, João Fabio e mais algumas pessoas felizes para ver Radiohead,  domingo dia 22, em São Paulo!
Los Hermanos voltará para abrir o tal show. Olhá só, dose dupla... é um sonho!!!

pós carnaval


     "Eu voltei agora pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar..."

     É... Roberto Carlos! Não tem nada a ver com o carnaval, mas é que nem comentei a apresentação dele nesse Ano Novo. Quando eu era criança meu pai falava que Roberto Carlos era um simples porteiro da Rede Globo de Televisão, e que no Ano Novo era convidado por Didi para cantar. Vai saber o que Didi tem haver com isso... Mas para o meu pai, que sempre achou que a Xuxa tinha um caso com Roberto Marinho, é de se entender.

     No carnaval, Robertão foi ao camarote da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), e aparecia atrás de um vidro transparente. Simpático, acenou para fãs e distribuiu sorrisos como faz desde seus 15 anos.

     Há sete anos que não passo carnaval aqui na minha cidade, ainda bem que trabalho no carnaval, se não ficaria em casa. Meu irmão me ligou na quinta-feira falando do seu carnaval em um bairro nova-iorquino:

     - Gente feia, dançarinas sem jeito, banda desqualificada, pessoas sem noção, tive que encher a cara.

     Eu disse a ele:

     - Caramba! Já está quase igual o do Brasil então!

     Ele não entendeu. Claro, lá ele só vê a Salgueiro sendo campeã pela Rede Globo.

     Em Recife 461 coletivos foram depredados, prejuízo de 63 mil reais para os motoristas. Com certeza a galera de Vargem Grande do Sul (aqui, minha terra) resolveram ir pra Recife esse ano. Até porque aqui não teve nem facada esse ano, segundo o jornal da cidade.

     Eu toquei no carnaval de rua de Aguaí pela segunda vez. Não teve briga, apenas gente estranha, a banda estava legal, colocaram um baixista novo e “dáli” axé as quatro noites! Todo dia de carnaval quando chegava no hotel, ficava observando as escolas de samba na Globo e ficava pensando coisas que com certeza ninguém pensa, “e se a Globo não transmitisse isso? Será que todas essas cuícas tocam entrosadas? Pareciam um bando de peru! É realmente necessário essa disputa entre as escolas? Porque ao invés do governo ‘investir’ nessas escolas ele não aplica esse dinheiro na educação do país? O que o país ganha com aquelas escolas?”. Os carros alegóricos estavam tão ‘rebocados’ de enfeites e cores que ao menos conseguia entender o que seria aquilo!

     O carnaval não é uma festividade católica? Acho que não mais.

     O que tem de novo na música? Vi Banda Beijo regravando música em ritmo de axé, Netinho cantando música de Fábio Junior, também em axé... Pelo menos a Ivete está na esperança de encontrar Dalila. Claudinha Leite cada vez menos tolerável com sua voz semi-tonada, eu que o diga, as música que deram para eu tirar pro carnaval desse ano da Claudinha eram todas ‘ao vivo’, acho que ela não estava num dia legal. Salve as marchinhas!!!

     Entretanto, o carnaval brasileiro ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular, como declarou Luís da Câmara Cascudo, etnólogo, musicólogo e folclorista, "o carnaval de hoje é de desfile, carnaval assistido, paga-se para ver. O carnaval, digamos, de 1922 era compartilhado, dançado, pulado, gritado, ‘catucado’. Agora não é mais assim, é para ser visto".

 

Até a próxima...

Andre Multini